Hoje a condição
É me esconder do mundo
O rosto, o corpo, os pensamentos
A condição de hoje é o mistério
Mesmo quando eu gosto que tudo se escancare
A transparência é ausente
Não a desejo mais
O medo não é do mundo
É dos seres que se julgam humanos.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Serra do Sol
Há mais de 500 anos
Tudo lhes pertencia
A mata, a mulher, a justiça
A mata era viva
A mulher com sua vida
A justiça cumprida
Hoje nada lhes é direito ou de direito
A mata morrendo
A mulher vai vivendo
A justiça tem que ser cumprida
Mas se sabe que é comprida
Que a terra os tenha de volta à casa.
Tudo lhes pertencia
A mata, a mulher, a justiça
A mata era viva
A mulher com sua vida
A justiça cumprida
Hoje nada lhes é direito ou de direito
A mata morrendo
A mulher vai vivendo
A justiça tem que ser cumprida
Mas se sabe que é comprida
Que a terra os tenha de volta à casa.
sábado, 22 de novembro de 2008
A morte em mim é tão iminente
Quanto a vida ao redor
A morte me é tão iminente
Porque nunca houve vida ao redor
A morte me é iminente
Porque não sei o que é ter vida ao redor
A morte é iminente
Porque a ausência de vida é só morte
A morte em mim é iminente
Porque por dentro estou morto
A morte só é iminente
Porque quando a vida importa
Mas não existe
Então é só morte.
Quanto a vida ao redor
A morte me é tão iminente
Porque nunca houve vida ao redor
A morte me é iminente
Porque não sei o que é ter vida ao redor
A morte é iminente
Porque a ausência de vida é só morte
A morte em mim é iminente
Porque por dentro estou morto
A morte só é iminente
Porque quando a vida importa
Mas não existe
Então é só morte.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Sempre que vejo uma luz
Não é a luz do fim.
É só a lâmpada refletida no espelho
Que me remete àquilo já visto.
Alucinadamente espero pelo iluminar do realismo
Aquele que vai me resgatar do sentir sozinha
Que vai estender ponte direta para o sublime
E fará da minha face, expressão presente
Ao se acender e ao se apagar.
Não é a luz do fim.
É só a lâmpada refletida no espelho
Que me remete àquilo já visto.
Alucinadamente espero pelo iluminar do realismo
Aquele que vai me resgatar do sentir sozinha
Que vai estender ponte direta para o sublime
E fará da minha face, expressão presente
Ao se acender e ao se apagar.
sábado, 5 de julho de 2008
Sobre mim
Sobre mim nada sei,
Levaria mais de uma vida para descobrir.
Sobre as pessoas, sei menos ainda,
Ainda não consigo entender como elas funcionam.
Sei sobre o mundo,
Dele eu sei muita coisa...
Que ele é perverso, cruel,
E que isso faz todo o sentido, porque nada mais faz sentido,
Nada mais gira no sentido horário,
Nem mesmo o relógio que você me deu.
Ele agora anda desandando junto com o universo,
Junto com os meus pensamentos que não tem mais direção.
A bússola da minha normalidade foi pro inferno,
Junto com os nossos porques.
Por isso não sabemos nem pra que vivemos!
Qual é o sentido, a direção, como eu volto pra casa?
Levaria mais de uma vida para descobrir.
Sobre as pessoas, sei menos ainda,
Ainda não consigo entender como elas funcionam.
Sei sobre o mundo,
Dele eu sei muita coisa...
Que ele é perverso, cruel,
E que isso faz todo o sentido, porque nada mais faz sentido,
Nada mais gira no sentido horário,
Nem mesmo o relógio que você me deu.
Ele agora anda desandando junto com o universo,
Junto com os meus pensamentos que não tem mais direção.
A bússola da minha normalidade foi pro inferno,
Junto com os nossos porques.
Por isso não sabemos nem pra que vivemos!
Qual é o sentido, a direção, como eu volto pra casa?
terça-feira, 17 de junho de 2008
Ser
Achei de bom tom para mim mesmo
Deixar de lado essa mania de ser triste,
A tristeza é bonita que só,
Mas mata a alma e o corpo de carne.
A alegria me cansa,
Então ainda não decidi como quero ser.
Só sei que quero ser alguma coisa,
Que não se espatife no primeiro baque,
Nem que não se abale nem com uma bala,
Também não quero o meio-termo,
Coisa monótona!
Deixar de lado essa mania de ser triste,
A tristeza é bonita que só,
Mas mata a alma e o corpo de carne.
A alegria me cansa,
Então ainda não decidi como quero ser.
Só sei que quero ser alguma coisa,
Que não se espatife no primeiro baque,
Nem que não se abale nem com uma bala,
Também não quero o meio-termo,
Coisa monótona!
A verdade, é que o bom, bonito e aquém de convenções
é o intenso.
Me torno então intenso em meus sorrisos,
Me entorno em minhas lágrimas,
Urro em minhas dores,
Suspiro nos meus prazeres,
Esfolo minhas brigas e a mim mesmo por brigar,
Aí então entendo o que é ser.
é o intenso.
Me torno então intenso em meus sorrisos,
Me entorno em minhas lágrimas,
Urro em minhas dores,
Suspiro nos meus prazeres,
Esfolo minhas brigas e a mim mesmo por brigar,
Aí então entendo o que é ser.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Melancolia
Pensamentos frescos e frios
Como os ares em meus pulmões
Sujos e cinzentos, tal qual eles os são
Os pensamentos e os pulmões
A idéia da morte é tão constante quanto a da vida
A felicidade tem essa mania de ser só alegria
Porque ela nunca permanece, é insconstante
Como qualquer arroubo de juventude
Os dias são nebulosos, tediodos e saudosistas
Saudade... a nossa palavra mais bela e dolorida
Isso eu sinto de tudo, essencialmente daquilo que ainda não vivi
Não hei de viver
Novos tempos, vida curta, gente de mente insana e pequena
Valores perdidos, amores mal vividos
Não há mais nada que valha
Vida medíocre, não é boa e nem má, é só sem valor.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Morte a Pátria
Pátria nossa, limpa feito banheiro de pé-sujo
Povo partidário do acaso
Dia de inverno que nasce como verão, porque natureza não há mais não
Morte traçada no malfadado destino dos pequenos
Tragédias já não surpreendem
Corruptos e corrompidos com suas desculpas
Terra essa que treme por vontade sabe-se lá de quem
E que antes já tremia, por vontade própria de todos nós
Será que um dia tudo vai mudar, ou haverá tudo que se acabar?
domingo, 4 de maio de 2008
Dualidade
Verdade distorcida meio a sonhos
Estranha. Cor de cinzas azuis
Faz tudo parecer faz de conta
Mas a vida é vermelha, cor de sangue morto
Realidade bruta, maciça e incorpórea
Dores dilacerantes, alegrias inconstantes
A certeza da incerteza naquilo já sabido, a realidade
Feixe de luz no fim do túnel?
Não! Era novamente um sonho
terça-feira, 29 de abril de 2008
Em vão
Na transparência do plástico de vidro
em meio a esse plasma denso e duro, vivo.
Todos alheios a mim e eu nesse mundo translusente,
no frio da solidão destinada àquele que não tem destino.
Alma suspensa à terra.
Pobre-diabo! Há de pagar com a amor, a ausência dele.
Viva! Transite! Vagueie...
No desvairado devaneio de ter direito a realeza do amado amor.
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